Longe da TV, Bianca Rinaldi se dedica a instituto social

Na foto, Regina, Dudu e Bianca

Atriz esteve em Belém para divulgar doença metabólica hereditária.

"Mãe, como é que é mesmo? Muco o que?”. A atriz Bianca Rinaldi conta que é assim, simples, que a pergunta surge, de vez em quando na boca das filhas Sofia ou de Beatriz, gêmeas de cinco anos, sobre a mucopolissacaridose, ou MPS , uma doença metabólica hereditária rara, onde a pessoa nasce com a falta ou a diminuição de algumas enzimas no organismo. A MPS há alguns anos se tornou uma causa para a atriz, que criou junto com o marido Eduardo Menga o Instituto Eu Quero Viver, voltado para divulgação de doenças raras e o apoio às famílias que encaram essa situação.

Não, as filhas deles não têm a doença. Bianca se interessou pelo assunto quando conheceu o então estudante de direito Eduardo Próspero, portador da mucopolissacaridose - e depois a mãe dele, Regina Próspero -, e ficou cativada por ele e pelo desejo que ele tinha de ajudar outras pessoas que passavam pelas mesmas dificuldades.

Esta semana, a atriz desembarcou em Belém não com uma peça, ou para fazer presença vip em evento. Simpática, passou horas dando entrevistas ao lado de Regina para ajudar a esclarecer sobre a doença e mostrar que as pessoas não estão sozinhas. Há mãos em que segurar. Como as de Regina (que além de Dudu teve outro filho diagnosticado com a MP S, que morreu em decorrência da doença), que transformou sua busca pessoal por informação, serviço e garantia de atendimento, em uma rede de apoio hoje organizada em todos os estados brasileiros, com o apoio de médicos e instituições parceiras, para onde ela ajuda a encaminhar pacientes primeiro para o diagnóstico e depois para o tratamento, que pode custar em média R$ 50 mil ao mês por pessoa. “Nós fazemos a acolhida, a ajuda, o acompanhamento e a inserção no tratamento, que é muito caro, e também prestamos uma assistência social, para que as pessoas tenham condições de chegar aos médicos e hospitais”, explica Regina.

“Aqui eu quero que me fotografem, quero aparecer. Pela causa, que acho que é importante”, diz Bianca, que ainda prova o assédio do público por conta do sucesso da personagem na recente novela de Manoel Carlos na Globo, “Em Família”, onde viveu uma médica que se apaixona pelo paciente, o personagem de Eduardo Gianechini. “As pessoas torceram muito pela Silvia, um papel bacana, que mostrava o lado humano de uma médica. O retorno do público quando você está no ar é fenomenal, e ele se alonga. E isso não me incomoda. A partir do momento em que me torno uma pessoa pública, do momento em que saio de casa, sei que isso pode acontecer, mas o que é mostrado também é o que eu permito. E pela causa, eu quero aparecer quanto mais possível”, diz a atriz.

Para Bianca, sua imagem pode ajudar a motivar as pessoas para o bem. “Sou mãe, sou artista, mas acho que isso é minha missão como cidadã, fazer alguma coisa. As pessoas se sentem motivadas a ajudar de alguma forma. Como existem muitos seguidores que fazem aquilo que a gente faz, com isso é a divulgação da MPS que sai ganhando”.

De férias desde o fim de “Em Família”, ela aproveita para acompanhar as ações do instituto de perto, mas se prepara para voltar à telinha no ano que vem. A emissora? Com um sorriso de quem já ouviu várias vezes a mesma pergunta, ela não desmente o desejo da Record para levá-la de volta à emissora onde protagonizou sucessos como “Mutantes”, mas confirma que fica na Globo. “É uma novela das 7 ou 8, mas ainda é muito cedo para falar ainda da personagem”, despista.

(Diário do Pará)