Adolescente com doença rara para de andar e luta por terapia no exterior

Ryan tem 13 anos e precisa de cadeira de rodas para se locomover.
Bombeiro faz campanha para custear viagem de Goiás para a Tailândia.

 

O estudante Ryan Ramos da Silva, de 13 anos, não consegue mais andar e precisa de uma cadeira de rodas para se locomover desde o ano passado. Morador de Anápolis, a 55 km de Goiânia, ele foi diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne, doença rara que afeta os músculos e faz com que os pacientes tenham dificuldades para se movimentar. Em busca de melhor qualidade de vida, a família luta para conseguir um tratamento experimental no exterior.
A doença é genética e afeta principalmente os meninos. De acordo com a Muscular Dystrophy Association, entidade norte-americana especializada em distrofia muscular, não existe uma cura e os pacientes precisam de monitoramento constante para amenizar os danos ao sistema respiratório e cardíaco.
O tratamento ainda não é regulamentado no Brasi. No entanto, a mãe de Ryan, Divina Ramos da Silva, diz que o filho já passou por várias terapias ineficazes e por isso, tem esperança de que ele seja curado com o tratamento com células-tronco realizado na Tailândia.
“É a última chance que eu tenho, então tenho que correr atrás porque é única esperança que eu tenho de ver ele melhor né, de ter uma qualidade de vida melhor”, diz.
A família não tem condições financeiras de custear o tratamento, avaliado em R$ 90 mil. Pai de um colega de Ryan, o sargento do Corpo de Bombeiros Walter José Ramos se comoveu com o caso e resolveu encabeçar a campanha para ajudar o adolescente. “Quem tiver condições, que faça essa doação que será muito bem empregada, estará empregando na vida de uma criança que tem todo o futuro pela frente”, defende.
Ryan cursa o 7º ano do Ensino Fundamental no Colégio Militar Gabriel Issa. Querido por professores e colegas, ele também conta com o apoio da comunidade escolar. “A gente vê que ele é um aluno que quer e eu, como professora, vou fazer de tudo para ajudar ele”, diz a professora de educação física da unidade, Ludmila Maria de Moura.